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Rápido e rasteiro, sem titubear e pra logo matar a pau: você está diante do melhor jogo produzido para Gameboy Color! Lançado no primeiro semestre de 2000, Metal Gear Solid mostrou com glória a migração de um jogo de PlayStation para GBC, um sistema de 8-bit. É interessante notar também a inserção de elementos dos dois primeiros jogos da série (lançados para MSX2 e NES).
A história, complexa como sempre, apresenta um Solid Snake totalmente segregado, vivendo em total isolamento no Alaska. Snake é contactado pelo Coronel Roy Campbell, ex-membro do Fox-Hound (uma unidade de força especial da elite do exército norte-americano), que conta uma intriga internacional envolvendo, mais uma vez, o Metal Gear, uma gigantesca arma com poderes incalculáveis.
Campbell alerta a respeito do roubo de um novo protótipo do Metal Gear chamado “Gander”, executado por um grupo separatista localizado na região de Gindra, na África Central. O grupo, conhecido como Gindra Libertation Front (ou GLF), planeja usar o protótipo para vencer uma guerra civil. Solid Snake, ex-soldado do Fox-Hound responsável pela destruição do Metal Gear original sete anos atrás, é escalado por Campbell para se infiltrar no Galuade, quartel-general do GLF, que outrora já foi o Outer Heaven, para acabar com a arma de destruição em massa.
Durante sua missão, Snake se une à Chris Jenner, uma membro sobrevivente do Delta Force que foi enviada antes dele para reaver o Gander. Snake enfrentará duros adversários se quiser encontrar-se novamente com o Metal Gear. Os integrantes do Black Chamber, um grupo de mercenários, são alguns deles. O mais impressionante estará por vir, quando Solid Snake descobre uma conspiranção envolvendo o GLF e o governo dos Estados Unidos.
Metal Gear Solid para GBC usa uma mecânica de jogo semelhante às que foram utilizadas pelos primeiros jogos da série, lançados para o MSX2 e NES, como o sistema de câmera. Os gráficos foram bem suavizados e caprichados (Snake tem apenas 20 pixels de altura) e a jogabilidade ganhou muito dos elementos que haviam surgido na versão para PlayStation, lançada em 1998, como o sistema de radar, a possibilidade de se rastejar e de se esconder grudando na parede, sem contas as armas e itens. Ao contrário do que muitos pensam, o jogo para GBC não é uma mera conversão do jogo lançado para PSX – ele possui uma história distinta, com fases e chefes diferentes, mas com bastante características de jogabilidade vistas no game em 3-D.
As fases, 13 no total, se passam em florestas, colinas e nos quartéis e edifícios do GLF. A missão em cada uma delas é distinta, mas há sempre muito a fazer. Alguns estágios são bem grandes e complexos. A idéia principal do jogo é se infiltrar nas áreas inimigas sem ser visto, e para isso, é preciso fazer bom uso da prática. Cada vez que um guarda ou câmera encontrá-lo, o alarme de alerta soará durante 10 segundos e infinitos guardas irão persegui-lo. Aí, o jeito é se esconder. Depois, mais 10 segundos serão contados para a evasão dos inimigos. Não é uma boa idéia ser visto, pois há um rank que determina seu desempenho no final de cada fase e ele tende a decair quanto mais você é encontrado. É claro que Snake tem o poder de eliminar os adversários, mas isso também contribui para que seu rank piore. Contudo, o fator mais determinante para o rank é o tempo que você leva para passar a fase. Não queira fazer tudo às pressas só para obter um bom rank. Deixe isso para depois que terminar o jogo, pois abre-se um modo de seleção de fases justamente para que você melhore seu desempenho. O bacana é curtir o jogo pra valer.
Durante as fases, vasculhar todas as salas em busca de portas e itens é essencial. Afinal, você só conseguirá prosseguir no jogo se encontrar certas armas ou cartões que abrem portas. Para ajudar durante a missão, Snake conta com um rádio, o Codec, para comunicar-se com sua equipe. O aparelho é bastante útil, pois além de servir para salvar o seu progresso durante o jogo, permite que você sintonize a freqüência que desejar, com o intuito de entrar em contato com algum parceiro para receber dicas úteis que servirão para o prosseguimento do jogo. Aliás, tome cuidado com a bateria de gravação, pois só existe uma. A cada vez que um novo jogo é aberto e salvo, o novo progresso ficará na memória.
Muito além da história
Para tornar o jogo mais atraente e para que você se ocupe mais com ele, a Konami o recheou de atrativos à parte. Primeiro: é possível jogar qualquer uma das 13 fases com novos objetivos. Um deles é encontrar emblemas do Fox-Hound espalhados pelo estágio; outro é terminar a fase sem ficar um segundo sequer parado, pois uma bomba amarrada a seu corpo se explode; e mais um: também terminar a fase, mas desta vez sem ser visto. Segundo: há a opção VR Training, onde você treinará suas habilidades em dezenas de mini-fases diferentes. Terceiro: a opção para a jogatina multiplayer, claro, onde você enfrentará algum amigo num bang-bang extremamente viciante.
Agora, arme-se de sua Five-Seven, ou melhor, de seu Gameboy, e boa jogatina!
Prós:
O melhor jogo para o Gameboy Color;
Viciante, desafiador e divertido;
Trama extremamente bem executada;
Multiplayer de primeira.
Contras:
Uma única bateria de gravação;
Poderia ser mais longo.